Consumo excessivo de Proteinas? Saiba como consumir corretamente




Proteínas são nutrientes de extrema importância para o funcionamento correto do corpo humano e podem ser adquiridas através da alimentação, tanto na ingestão de vegetais e leguminosas, como brócolis e feijões, quanto na de animais e seus derivados, como carnes e leite. Também podem ser obtidas através do consumo de produtos fortificados com a proteína do leite (whey protein), como no caso do PiraWhey, ou em suplementos com aminoácidos isolados, como glutamina, BCAAs, creatina, arginina, entre outras.

Dentre as principais funções da proteína, está a manutenção do código genético, produção de novas células, transporte de substâncias dentro do organismo, entre outras. Isso significa que as proteínas conferem toda a estrutura física do corpo humano, como músculo, pele, unhas, cabelo, entre outros. Portanto, são necessárias para a manutenção da vida humana, sendo essenciais ao longo de toda a existência, porém, apresentando diferentes quantidades mínimas necessárias para cada fase da vida.

Embora ainda hoje haja uma forte crença de que o consumo excessivo de proteínas por indivíduos saudáveis poderia levar ao desenvolvimento de doenças renais, como doença renal crônica e pedras nos rins, até hoje, não há evidências científicas que comprovem essa associação em adultos saudáveis que não apresentem previamente nenhuma doença crônica como diabetes e hipertensão e nem histórico familiar de problemas renais.

Em contrapartida, existem pesquisas recentes sugerindo que, para esses indivíduos, seja inclusive preferível uma ingestão superior à quantidade indicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - 0,8g/kg/dia - em detrimento de uma ingestão inferior pois os benefícios seriam maiores do que os possíveis malefícios.

Isso porque após a ingestão excessiva de proteínas, os rins a compensam eliminando o excedente, porém, há a possibilidade de que se isso ocorrer por um longo período de tempo, pode-se levar à sobrecarga renal e consequente desenvolvimento de doenças ou queda de suas funções.

Apesar de os estudos sugerirem fortemente que essa crença seja um mito, ainda se faz necessário a cautela quanto ao consumo excessivo de proteínas, assim como, a realização de mais estudos para comprovar a presença ou ausência dessa associação.

Em vista disso, é interessante que haja o consumo de proteínas de forma a maximizar sua absorção, como, por exemplo, porcionar seu consumo a cada três ou quatro horas. Quando há a ingestão do alimento fonte, ocorre um pico de disponibilidade de proteínas e parte dela acaba não sendo absorvida e indo para a via de excreção diretamente, através da urina.

Ao porcionar a ingestão de proteínas ao longo do dia, não ocorrerão picos e maior será o aproveitamento da proteína ingerida. Uma boa alternativa, seria a ingestão de proteínas durante os lanches entre as refeições, dando preferência à lanches protéicos e práticos como por exemplo, Pirawhey.

 

Referências:

Nutrição Moderna de Shills na Saúde e na Doença.

 

Keller. Urich. Diatary Proteins in Obesity and in Diabetes. International Journal for Vitamin and Nutrition Research. 2013 Janeiro 7;p. 125-133.

 

Platenga. Margriet. Dietary protein – its role in satiaty, energetics, weight loss and health. British Journal Nutrition. 2012 Agosto; p.105-112



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